As palavras ética e sustentabilidade estão cada vez mais presentes em quase todas as rodas de conversas.
A ética, na sua essência, visa o bem comum. Mas o que é esse bem comum? Pessoas diferentes podem propiciar múltiplas respostas a essa questão e, em momentos distintos no tempo, a mesma pessoa poderá também responder de outras formas. A razão para isso é que esse conceito está intimamente ligado ao nosso nível de consciência e, por isso, tem avançado com a evolução do nível de consciência da humanidade.
O conceito de sustentabilidade, por sua vez, durante muitos anos, foi apropriado por aqueles que viam na questão ambiental um dos maiores, senão o maior, problema do Planeta.
Tendo absoluta clareza da importância da questão ambiental, mas também que muito mais precisa ser feito para a sustentabilidade do nosso planeta, foi construída a Carta da Terra. Pessoas de todos os continentes, contemplando a grande maioria dos países, participaram da redação do texto. A Carta da Terra, por esta razão, é muito mais do que um documento de países ou de organizações. Formatada em dezesseis grandes princípios, agrupados em quatro grandes blocos - Respeitar e Cuidar da Comunidade de Vida, Integridade Ecológica, Justiça social e Econômica e Democracia, não Violência e Paz – ela pertence aos povos do planeta.
Dentro desse novo referencial o termo sustentabilidade assume a sua verdadeira dimensão.
E é também dentro deste contexto, tendo como pano de fundo a Carta da Terra, que os conceitos de bem comum e de ética irão avançar.
Será possível admitir sustentabilidade sem ética? E sermos éticos com atitudes e posturas não sustentáveis?
Por esta razão essas duas palavras estarão cada vez mais ligadas e talvez em um futuro muito mais próximo do que imaginamos, representem a mesma coisa.
E o papel da Comunicação?
É preciso tornar absolutamente claro, para os já quase 6,7 bilhões de habitantes do nosso planeta estas questões. Atingindo esse objetivo a comunicação terá cumprido o seu papel mais nobre que é o de assegurar um mundo melhor se não para nós, pelo menos para nossos filhos e netos.
Aser Cortines, Diretor Amana-Key